Vida Adulta
Renata casou-se em 1956. Ela continuou a estudar acordeon, e acabou por se formar em piano em 1960.

Renata com seu primeiro marido e filhos - 1960

Foi nesta época que ela e sua mãe tiveram a idéia de montar seu próprio conservatório. Fundaram assim o Conservatório Musical da Lapa, com sede na Rua Barão de Jundiaí, n° 230, no bairro da Lapa, reunindo professores de mais de 12 instrumentos. Renata dedicou boa parte de sua vida ao conservatório.

Em 13 de julho de 1978, a diretora do Conservatório, Dona Elvira Sbrighi, faleceu.

No ano seguinte, Renata sofreu um sério acidente de automóvel, causando a morte do condutor do veículo, seu grande amigo. "Meu carro bateu de frente com um caminhão 'Fenemê' ", conta ela. "Eu quase perdi a minha perna, e tive que fazer 4 operações para recuperá-la. Cheguei a entrar em coma". Surpreendentemente, a sua sanfona - que era carregada no porta-malas do veículo - não sofreu um arranhão.

Após estes acontecimentos, as coisas mudaram na vida de Renata. O acidente acabou fazendo-a parar numa cadeira de rodas, devido a complicações em seu fêmur. Foram necessárias 4 cirurgias ao longo dos anos que se sucederam para corrigir o problema. Afastada do conservatório, a instituição ficou em segundo plano e acabou sendo fechada em 1989.

Recuperada dos problemas de saúde e com energia redobrada para gastar com música, Renata volta à "ativa", fundando a Orquestra Sanfônica de São Paulo, em 1988.

Alguns anos depois inaugurou a Escola Livre de Música, em sua própria residência, também no bairro da Lapa. Renata voltava a lecionar música - atividade a que se dedica até hoje.